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  • 27 de jan. de 2020

    O universo não é meu: sou eu.

    segunda-feira, janeiro 27, 2020 1 Comments


                                                                                               Por Fernando Pessoa

    A renúncia é a libertação. Não querer é poder.

    Que me pode dar a China que a minha a minha alma não me tenha dado? E, se minha alma não pode dar, como dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei buscar riquezas ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele.

    Compreendo que viaje quem é incapaz de sentir. Por isso são tão pobres sempre como livros de experiência os livros de viagens, valendo somente pela imaginação de quem os escreve. E se quem os escreve tem imaginação, tanto nos pode encantar com a descrição minuciosa, fotográfica a estandartes, de paisagens que imaginou, como com a descrição, forçosamente menos minuciosa, das paisagens que supôs ver. Somos todos míopes, exceto para dentro. Só o sonho vê com o olhar.

    No fundo, há na nossa experiência da terra duas coisas só – o universal e o particular. Descrever o universal é descrever o que é comum a toda a alma humana e a toda experiência humana –  o céu vasto, com o dia e a noite que acontecem dele e nele; o correr dos rios – todos da mesma água sororal e fresca; os mares, montanhas tremulantes extensas, guardando a majestade da altura no segredo da profundeza; os campos, as estações, as casas, as caras, os gestos; o traje e os sorrisos; o amor e as guerras; os deuses, finitos e infinitos; a Noite sem forma, mãe da origem do mundo; o Fado, o monstro intelectual que é tudo… Descrevendo isto, ou qualquer coisa universal como isto, falo com a alma a linguagem primitiva e divina, o idioma adâmico que todos entendem. Mas que linguagem estilhaçada e babélica falaria eu quando descrevesse o elevador de Santa Justa, a Catedral de Reims, os calções dos zuavos, a maneira como o português se pronuncia em Trás-os-Montes? Essas coisas são acidentes da superfície; podem sentir-se com o andar mas não com o sentir. O que no Elevador de Santa Justa é universal é a mecânica facilitando o mundo. O que na Catedral de Reims é verdade não é a Catedral nem o Reims, mas a majestade religiosa dos edifícios consagrados ao conhecimento da profundeza da alma humana. O que nos calções dos zuavos é eterno é a ficção colorida dos trajes, linguagem humana, criando uma simplicidade social que é em seu modo uma nova nudez. O que nas pronúncias locais é universal é o timbre caseiro das vozes de gente que vive espontânea, a diversidade dos seres juntos, a sucessão multicolor das maneiras, as diferenças dos povos, e a vasta variedade das nações.

    Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.

    Fernando Pessoa em O livro do desassossego p. 144 – 145

    21 de jan. de 2020

    Eu, Etiqueta

    terça-feira, janeiro 21, 2020 5 Comments

    Em minha calça está grudado um nome
    que não é meu de batismo ou de cartório,
    um nome… estranho.
    Meu blusão traz lembrete de bebida
    que jamais pus na boca, nesta vida.
    Em minha camiseta, a marca de cigarro
    que não fumo, até hoje não fumei.
    Minhas meias falam de produto
    que nunca experimentei
    mas são comunicados a meus pés.
    Meu tênis é proclama colorido
    de alguma coisa não provada
    por este provador de longa idade.
    Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
    minha gravata e cinto e escova e pente,
    meu copo, minha xícara,
    minha toalha de banho e sabonete,
    meu isso, meu aquilo,
    desde a cabeça ao bico dos sapatos,
    são mensagens,
    letras falantes,
    gritos visuais,
    ordens de uso, abuso, reincidência,
    costume, hábito, premência,
    indispensabilidade,
    e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
    escravo da matéria anunciada.
    Estou, estou na moda.
    É doce estar na moda, ainda que a moda
    seja negar minha identidade,
    trocá-la por mil, açambarcando
    todas as marcas registradas,
    todos os logotipos do mercado.
    Com que inocência demito-me de ser
    eu que antes era e me sabia
    tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
    ser pensante, sentinte e solidário
    com outros seres diversos e conscientes
    de sua humana, invencível condição.
    Agora sou anúncio,
    ora vulgar ora bizarro,
    em língua nacional ou em qualquer língua
    (qualquer, principalmente).
    E nisto me comprazo, tiro glória
    de minha anulação.
    Não sou – vê lá – anúncio contratado.
    Eu é que mimosamente pago
    para anunciar, para vender
    em bares festas praias pérgulas piscinas,
    e bem à vista exibo esta etiqueta
    global no corpo que desiste
    de ser veste e sandália de uma essência
    tão viva, independente,
    que moda ou suborno algum a compromete.
    Onde terei jogado fora
    meu gosto e capacidade de escolher,
    minhas idiossincrasias tão pessoais,
    tão minhas que no rosto se espelhavam,
    e cada gesto, cada olhar,
    cada vinco da roupa
    resumia uma estética?
    Hoje sou costurado, sou tecido,
    sou gravado de forma universal,
    saio da estamparia, não de casa,
    da vitrina me tiram, recolocam,
    objeto pulsante mas objeto
    que se oferece como signo de outros
    objetos estáticos, tarifados.
    Por me ostentar assim, tão orgulhoso
    de ser não eu, mas artigo industrial,
    peço que meu nome retifiquem.
    Já não me convém o título de homem.
    Meu nome novo é coisa.
    Eu sou a coisa, coisamente.

    Carlos Drummond de Andrade

    17 de jan. de 2020

    Veja como um 'Prendedor de Roupa' na orelha pode fazer milagres!

    sexta-feira, janeiro 17, 2020 7 Comments



    A orelha contém um mapa de reflexos do corpo, rico em terminações nervosas.
    Depois de um dia cansativo de trabalho ou de uma longa viagem, a única coisa que desejamos é tomar um bom banho e nos deitarmos para aliviar o cansaço. No entanto, nem todas aquelas pinçadinhas irritantes ao longo do nosso corpo somem após uma noite bem dormida

    Muitas vezes, sofremos com pequenas tensões no nosso dia a dia que acabam com nosso humor. “Cada orelha contém um complexo mapa de reflexos do corpo, rico em terminações nervosas e múltiplos conectores com o sistema nervoso central” – afirma a reflexologista Helen Chin Lui.

    Pensando nisso, profissionais de reflexologia divulgaram pontos-chave na nossa orelha que, quando pressionados, são capazes de refletir em diversas partes do nosso corpo, provocando o alívio da dor naquela região.


    Entenda o método
    A prática é muito simples. Basta você escolher os pontos abaixo que deseja estimular, colocar um prendedor sobre este ponto na sua orelha e pronto! Cada um dos pontos reflete em uma parte do corpo. Veja:


    Ombros e costas - O primeiro ponto reflete-se nos ombros e nas costas, região onde a maioria das pessoas sente dor. Aplique o prendedor neste ponto por cerca de 1 minuto para aliviar as tensões acumuladas e, caso você tenha muitas, faça isso várias vezes ao dia.

    Órgãos - É claro que este método não pode substituir uma visita ao médico caso você tenha dores internas intensas, mas tanto o prendedor quanto a pressão com a ponta dos dedos neste segundo ponto pode aliviá-las um pouco.

    Articulações - Quase metade da população sofre com problemas nas articulações e sua gravidade vai aumentando com o passar do tempo e a escassez de atividade física. Aplique o prendedor no terceiro ponto da sua orelha e conte pra gente depois quais foram seus resultados.

    Sinusite e garganta - Para quem tem problemas com inflamações nos seios da face (a famosa sinusite) e na garganta. A pressão sobre este ponto promete aliviar o desconforto durante uma infecção. Deixe o prendedor aí pelo tempo que achar necessário!

    Aparelho digestivo - Exames preventivos são imprescindíveis quando há desconforto estomacal ou intestinal, mas nada como um prendedor sempre à mão para ajudar naquela cólica terrível, não é mesmo?

    Cabeça e coração - O lóbulo da nossa orelha, a parte mais fofinha e onde a maioria das pessoas coloca seus primeiros brincos, é o ponto responsável por aliviar as dores e tensões das duas partes mais importantes do nosso corpo: a cabeça e o coração. A pressão do prendedor neste ponto promete aliviar dores de cabeça e fadigas.

    Fonte de pesquisa: https://notisul.com.br/


    10 de jan. de 2020

    Feliz MMXX!

    sexta-feira, janeiro 10, 2020 13 Comments


    Eu nunca li algo a respeito de Jesus tão resumido, sucinto e correto. Tão tocante, tão emocionante... 

    Leia, pois você vai amar

    Nome:
    JESUS CRISTO

    Graduação:

    FILHO DE DEUS

    Mestrado:

    REI DOS REIS

    Doutorado: 

    DONO DO UNIVERSO

    Médico  auxiliar:

    ESPÍRITO SANTO

    Sua experiência:

    CAUSAS IMPOSSÍVEIS

    Atendimento:

    24 HORAS.

    Sua especialidade:

    OPERAR MILAGRES

    Seu instrumento:



    Seu favor:

    A GRAÇA

    Não  publicou livro, mas é a parte mais importante do mais vendido do mundo:

    A BÍBLIA

    Doenças que cura:

    TODAS

    Preço do tratamento:

    CONFIANÇA NELE

    Sua garantia:

    ABSOLUTA

    Consultório:

     TEU CORAÇÃO 

    Que esse médico te visite hoje

    Em química, ele converteu a água em vinho; (João 2-1,11)

    Em biologia, nasceu sem a concepção normal; (Mateus 1-18,25)


    Em física, desmentiu a lei da gravidade, quando andou sobre as águas e subiu aos céus

    (Marcos 6-49,51)

    Em economia, ele refutou a lei da matemática ao alimentar 5000 pessoas com somente cinco pães e dois peixes;

    e ainda fazer sobrar 12 cestos cheios. 
    (Mateus 14-17,21)

    Em medicina, curou os enfermos e os cegos sem administrar nenhuma dose de medicamento.

    (Mateus 9-19,22 
    e João 9-1,15)

    A história é contada antes DELE e depois DELE, Ele é o PRINCÍPIO e o FIM;

    Ele foi chamado Maravilhoso, Conselheiro, o Príncipe da Paz, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores; (Isaías 9-6)

    Na bíblia diz que ninguém vem ao Pai senão por Ele; Ele é o único caminho; 

    (João 14-6)

    Então... Quem é Ele?

    Ele é JESUS!!!

    O maior homem da história: 

    JESUS!

    Ele não tinha servos, e no entanto O chamavam de Senhor.


    Não tinha nenhum grau de estudo, e no entanto O chamavam de Mestre.


    Não tinha medicamentos, mas era chamado de médico dos médicos.


    Ele não tinha exército, mas reis O temiam.


    Ele não ganhou batalhas militares, e no entanto, conquistou o mundo.


    Ele não cometeu nenhum delito, e no entanto foi preso e crucificado.


    Foi enterrado em uma tumba, e no entanto, Ele vive!


    Me sinto honrada em servir a este líder que nos ama.


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    A Fé vem pelo ouvir a palavra de Deus.

     Leve a mensagem de Cristo!!!