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  • 28 de mai de 2017

    Lou Salomé

    domingo, maio 28, 2017 0 Comments


    Hino à Vida

    “Tão certo como o amigo ama o amigo 
    Também te amo, vida-enigma
    Mesmo que me tenha exultado ou chorado, 
    Mesmo que me tenhas dado prazer ou dor.
    Eu te amo junto com teus pesares, 
    E mesmo que me devas destruir,
    Desprender-me-ei de teus braços 
    Como o amigo se desprende do peito amigo.
    Com toda força te abraço! 
    Deixa tuas chamas me inflamarem,
    Deixa-me ainda no ardor da luta 
    Sondar mais fundo teu enigma
    Ser! Pensar milênios! Fecha-me em teus braços:
    Se já não tens felicidade a me dar
    Muito bem: dai-me teu tormento.” 


    Hino à Morte


    “No dia em que eu estiver no meu leito de morte
    Faísca que se apagou,
    Acaricia ainda uma vez meus cabelos
    Com tua mão bem-amada
    Antes que devolvam à terra
    O que deve voltar à terra,
    Pousa sobre minha boca que amaste
    Ainda um beijo.
    Mas não esqueças: no esquife estrangeiro
    Eu só repouso em aparência
    Porque em ti minha vida se refugiou
    E agora sou toda tua.”

    2 de mai de 2017

    The Old Ways

    terça-feira, maio 02, 2017 2 Comments

    Os Velhos Costumes

    As ondas trovejantes estão me chamando para casa, casa para você
    O mar truculento está me chamando para casa, casa para você

    Em uma escura noite de ano novo
    Sobre a costa Oeste de Clare
    Eu ouvi sua voz cantando
    Seus olhos dançaram a canção
    Suas mãos tocaram a melodia
    Foi uma visão diante de mim

    Nós deixamos a música para trás e a dança prosseguiu
    Conforme saíamos às escondidas para a margem do mar
    Nós cheiramos a água salgada, sentimos o vento em nossos cabelos
    E com tristeza você hesitou

    Repentinamente soube que você teria de ir
    Seu mundo não era meu, seus olhos assim me disseram
    Ainda agora isto estava aqui, senti as encruzilhadas do tempo
    E eu quis saber o motivo

    Enquanto lançávamos nosso olhar fixo nas cambalhotas do mar
    Uma visão surgiu diante de mim
    Sobre causas trovejantes e asas batendo
    Nas nuvens acima

    Enquanto você virou-se para ir ouvi-o chamar meu nome
    Você foi como um pássaro numa gaiola, batendo asas para voar
    "Os velhos costumes estão perdidos", você cantou conforme voou
    E eu quis saber o motivo.

                                                        Loreena McKennitt